domingo, 20 de outubro de 2013

Panorama Político, deste domingo (Ilimar Franco)

O descompasso                            
A montagem dos palanques eleitorais nos estados ocupa os líderes dos partidos. Mas seu peso na eleição presidencial é cada vez menor. A despeito da incorporação desse estresse pelos políticos, os especialistas em marketing concordam: “Quase nenhum, as eleições são independentes”; “Do ponto de vista da transferência de votos, nenhum”; e “TV, rádio e internet alcançam tudo”.

Os casos de Garotinho e de Marina
Um dos especialistas em marketing usou como exemplo, para justificar o peso cada vez menor dos palanques regionais, as candidaturas de Anthony Garotinho, em 2002, e de Marina Silva, em 2010. Ambos não tinham praticamente nenhuma sustentação política regional e pouco tempo na TV. Em 2002, Garotinho tinha 2’13 na TV e atingiu 17,86% dos votos, chegando a ameaçar a presença de José Serra no segundo turno. Em 2010, Marina tinha 1’23 na TV e alcançou 19,33% dos votos. Mas há exceções. Um desses estrategistas, mesmo não citando nenhum caso, diz que “o palanque (regional) só é moldura potencializadora se há rostos ‘fortes’ nele”.
“É melhor ser amigo de presidente. O cargo é cacete. Agora é só coisa boa. Um palpite, um convite para jantar”
Luiz Inácio Lula da Silva
Ex-presidente da República, ao esconjurar o “Volta Lula”

Congestionamento
Os ministros foram proibidos de usar aviões da FAB de 26 a 29 de outubro. As aeronaves vão transportar, para seus locais de trabalho, 1.829 médicos da 2ª fase do “Mais Médicos”. A operação contará com 11 aparelhos e fará 224 horas de voo.



A missão
Afastado do governo de Sergipe desde 27 de maio, para tratar de um câncer, o governador Marcelo Déda pode receber nova tarefa dos petistas. Empenhado em ampliar a bancada, o PT quer Déda candidato ao Senado. Atualmente, o governador licenciado faz com regularidade a ponte aérea Aracaju/São Paulo para se tratar no Hospital Sírio-Libanês.

Colagem
Os petistas, sobretudo seu candidato ao governo, o ministro Fernando Pimentel, estão irados com os tucanos mineiros. Lá o “Luz Para Todos” foi rebatizado de “Clarear”. O “Minha Casa Minha Vida” ganhou o apelido de “Lar Mineiro”.

Confusão sem fim
O Solidariedade, investigado pela PF por fraude em assinaturas para sua criação, tem depoimento de testemunha que recebeu fichas de adesão ao partido das mãos do ex-presidente do Sindilegis Magno Mello, que denunciou as falsificações. O partido pediu ao presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN), uma sindicância para apurar a conduta de Mello, que é servidor da Casa.
Com o Senado na cabeça O PT quer ampliar sua bancada no Senado. Por isso, o governador Jaques Wagner (PT) vem sendo pressionado a concorrer. Os deputados federais que já disputaram pleitos majoritários, e tem reeleição certa, também estão sendo convocados.

Com a benção da oposição
Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) estão estimulando o Pastor Everaldo (PSC) a disputar à sucessão presidencial. O pressuposto é o de que, mesmo com baixo percentual de votos, ele ajuda a levar o pleito para o segundo turno.

A esperança. Os petistas querem minar a influência de Marina Silva na eleição. O mote preferido até agora: “Se Marina ganhar, ela vai parar o país”.

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