quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Panorama Político (Ilimar Franco)

Walter Feldman vem aí             


          O PSB pode disputar o governo de São Paulo. Eduardo Campos e Marina Silva concluíram que o estado é estratégico para a campanha à Presidência. E que Eduardo não poderia ficar sem um candidato que falasse em seu nome na TV nos programas de segunda, quarta e sexta-feira. As articulações em curso são para fazer do deputado Walter Feldman, um ex-tucano, o candidato da aliança PSB-Rede.

É só o começo?
A ex-candidata Marina Silva expulsou Ronaldo Caiado (DEM) da campanha de Eduardo Campos (PSB). Este, depois de tê-lo convidado a apoiá-lo, declarou na rádio CBN, que “não há nenhuma aliança com o Caiado”. As próximas vítimas serão os Bornhausen e Heráclito Fortes? Ambos são egressos do DEM. Ou haverá um freio de arrumação? Homem da corte, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB), candidato ao governo de Brasília, foi à tribuna do Senado tecer loas à Marina. Ontem, no Correio Braziliense, ela disse que apoia Reguffe (PDT). É, como disse o ex-presidente FH, para o Radar On-line de Veja: “Hoje, é tudo novidade. Dentro de três meses, porém, as contradições aparecerão mais”.

“O Eduardo (Campos) não pode mais falar o que pensa. Ele agora é refém da Marina (Silva), dos marineiros e dos sonháticos”
Carlos Sampaio
Líder do PSDB na Câmara (SP), sobre o cartão vermelho para Ronaldo Caiado

Com o peito estufado
Na votação do Mais Médicos, na terça-feira à noite, o líder do DEM, Ronaldo Caiado, zoado por Marina Silva ter declarado apoio a Eduardo Campos, garantia: “Para com isso. Minha relação é com o Eduardo. A Marina não muda nada”.

Crise no império
O ex-presidente Lula convocou o ministro Guido Mantega (Fazenda) e o economista Luiz Gonzaga Belluzzo (foto) para tratar dos efeitos do impasse americano na economia. O debate foi segunda-feira no Instituto Lula. Mantega disse que o Brasil está preparado para o calote americano. Belluzzo previu que o efeito no mundo será devastador.

Deixa disso
A direção do PT não faz drama com a declaração dúbia de seu candidato ao governo do Rio, o senador Lindbergh Farias. Dizem que foi uma “precipitação” e ele “se expressou mal”. Garantem que ele só fara a campanha da presidente Dilma.

As aparências enganam
É verdade, o PPS está indignado com o desfecho da negociação com Marina Silva. O partido, diz um dirigente nacional, se sente como “o noivo abandonado no altar”. Mas as portas continuam abertas para a candidatura Eduardo Campos (PSB). O partido culpa Marina. O PPS só não se entrega já porque há quem ainda acredita que a candidatura José Serra ressurja no PSDB.

Hora do recreio
A presidente Dilma jantou na terça-feira em uma casa no Largo Norte de Brasília. Foi no aniversário de seu acupunturista, o dr. Gu Hanghu. Levou de presente uma camisa e tirou várias fotos com os netos bebês do acupunturista.

O candidato do Nordeste
Pesquisa Vox Populi no Ceará: presidente Dilma, 64%; Marina Silva, 13%; Aécio Neves, 6%; e, Eduardo Campos, 2%. Eunício Oliveira (PMDB) lidera para o governo (37%) e Tasso Jereissati (PSDB) para o Senado (38%). Foram 1.600 entrevistas de 29 de setembro a três de outubro.
Após consultar o ex-presidente Lula, o governador Sérgio Cabral desistiu de seus planos de virar ministro e deixar o governo do Rio em dezembro.

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