terça-feira, 29 de outubro de 2013

Panorama Político (Ilimar Franco)

Maioria no PPS quer Eduardo     
      O PSDB está chegando tarde demais. O PPS deve aprovar, segunda-feira, um texto base para seu Congresso, em dezembro, que, segundo seu presidente, deputado Roberto Freire (SP), representa “uma virada mais à esquerda do partido”. O PPS já tem uma maioria favorável a um “bloco democrático de centro-esquerda” que dê sustentação à chapa Eduardo Campos-Marina Silva.
Apesar de Marina Silva
Os ministros da Agricultura nos governos FH e Lula, Francisco Turra, Pratini de Moraes e Roberto Rodrigues, não interromperam o diálogo, iniciado em janeiro, com Eduardo Campos (PSB). Mesmo após as declarações polêmicas de Marina Silva (Rede), eles continuam firmes. Os três têm em comum, segundo um parlamentar ruralista, dúvidas sobre a competitividade de Aécio Neves (PSDB). Roberto Rodrigues disse um dia desses que a candidatura de Eduardo tem charme de direita. Avaliam que ele tem condições de “derrubar” a reeleição da presidente Dilma. Eles sustentam que Marina não atrapalha, desde que fique claro que Eduardo é o cabeça da chapa.

“Está fora da agenda do mundo quem tratar da produção sem considerar a sustentabilidade, a preservação e a redução da emissão de carbono”

Beto Albuquerque
Líder do PSB na Câmara (RS), sobre as polêmicas em torno do ingresso de Marina Silva no partido

Ética seletiva
Chama a atenção da bancada no Congresso, auto denominada ‘ética’, a displicência do Ministério Público de São Paulo e das autoridades do estado, inclusive seu Poder Legislativo, com o caso de corrupção envolvendo a multinacional Alstom.


Por dentro do PT
Integrante do comando do PT nacional, Alberto Cantalice, na condição de vice do partido, participa das articulações nacionais sobre a política eleitoral do partido nos estados e na sucessão presidencial. Sobre o Rio, ele garante: “Não há pressão possível. O PT terá candidato próprio para governador, em 2014. E o pré candidato é Lindbergh Farias!”.

Superprodução
A cineasta Tizuka Yamasaki está documentando todos os passos da dupla Eduardo Campos e Marina Silva. Gravou tudo ontem no seminário conjunto PSB/Rede, em São Paulo, e continuará andando com os dois pelo país.

Erosão de quadros
A perda de quadros, provocada pelo escândalo do Mensalão, abalou a qualidade da bancada do PT na Câmara. O partido considera que tem hoje três quadros de experiência para comandá-lo na Casa. O líder do governo, Arlindo Chinaglia (SP), o líder do PT, José Guimarães (CE) e o ex-líder Cândido Vaccarezza (SP). Por isso, a preferência do partido é que eles disputem a reeleição.

Para enxugar o quadro partidário
Numa conversa com a presidente Dilma, semana passada, um dos caciques do PMDB afirmou que o governo deverá jogar todas as suas fichas numa única mudança na lei eleitoral. A da proibição das coligações nas eleições proporcionais.

Nos mínimos detalhes
Na reunião do PSB-Rede, a maior preocupação era garantir total equilíbrio. Eduardo Campos e Marina Silva falaram o mesmo tempo. As dez mesas temáticas foram montadas com um presidente e um relator. Mas um de cada lado.

O governador Camilo Capiberibe (PSB-AP) anda dizendo por aí que não fará comício nem para Eduardo Campos (PSB), nem para a presidente Dilma (PT).

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