quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Panorama Político (Ilimar Franco)

Sempre cabe mais um
          Os partidos fizeram um acordão na Câmara. Os que perderam deputados para o PROS e o Solidariedade vão manter o atual número de assessores. Para tanto, vão apoiar a criação de mais cargos para atender às novas siglas. Os que deveriam perder mais postos são PDT, PMDB, PSD, PSDB e PR. O critério, de ganha-ganha, já fora adotado quando o DEM perdeu cerca de 50% da bancada para o PSD.
A omissão de Lula
A proposta da presidente Dilma, adotada pelo PT, de realizar um plebiscito para fazer uma reforma política, ficou ainda mais enfraquecida na Câmara, depois da recente passagem do ex-presidente Lula pelo Congresso. Os dirigentes dos demais partidos, sobretudo do principal aliado dos petistas, o PMDB, chamam a atenção para a atitude de Lula em discursos e declarações. Ele pregou a necessidade da reforma política, mas em nenhum momento lembrou-se de associá-la à realização de um plebiscito. Os líderes aliados riscaram a proposta da mesa de negociação. Eles avaliam também que, por falta de consenso, nenhuma reforma política será aprovada.
Dane-se o Senado! O Senado não quer? Dane-se o Senado! Os senadores não querem? Danem-se os senadores!

Mário Couto
Senador (PSDB-PA), ao ser derrotada a proposta de criação de uma CPI da CBF
Mudança de guarda
A ex-prefeita de Fortaleza Luizianne Lins é a mais nova integrante do Conselho do BNDES. Ela será substituída no comando do PT do Ceará, nas eleições internas de domingo, por Francisco Diniz, aliado do líder na Câmara, José Guimarães.
 
Resumo da ópera
Candidato a presidente do PT pela "Mensagem", o deputado Paulo Teixeira (SP) lamenta que “não haverá segundo turno”. Diz que pesou a ausência de candidato do Movimento PT. Mesmo perdendo, Teixeira está convencido que a "Mensagem" continuará a ser a segunda força do partido e que manterá a secretaria-geral da Executiva.
Definição em até 30 dias
O presidente do PSD, Gilberto Kassab, retomou as consultas para apoiar a reeleição da presidente Dilma. Elas foram suspensas nos protestos de junho. Os dirigentes do partido afirmam sobre o anúncio da decisão: “quanto mais rápido, melhor”.
A derrota de Marina
O PSB de São Paulo decidiu ignorar o desejo da nova filiada Marina Silva (Rede) de ter um candidato próprio ao governo paulista. Fechados com os tucanos, os socialistas já participam dos movimentos para enfraquecer os adversários da reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB). O partido precisa mostrar serviço para fazer o deputado Márcio França vice da chapa.
Despejados
Com a saída do deputado Paulo Pereira da Silva do PDT para presidir seu próprio partido, o Solidariedade, os pedetistas ficaram sem sede em São Paulo. A casa onde o partido funcionava, e os equipamentos, pertencem à Força Sindical.
Novo bloco
O PP e o PROS criam hoje um Bloco na Câmara. O líder do PP, Eduardo da Fonte, o comandará. Ele terá 57 deputados e será a terceira bancada. Sua carta de intenções prevê o combate às drogas, a defesa do consumidor e a redução dos impostos.
A presidente do TSE, Cármen Lúcia, recebeu carta da deputada Aspásia Camargo, sugerindo que o TSE ensine as pessoas físicas a fazer doação eleitoral.

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