quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Panorama Político (18) - O Globo (Ilimar Franco)

O esquecimento
          O maior líder da Força Sindical e presidente do Solidariedade, deputado Paulo Pereira da Silva (SP), não gostou do documento com as 12 prioridades do PSDB para a sucessão presidencial. Pouco antes do seu anúncio, Paulinho leu o texto e reclamou para Aécio Neves: “O documento não trata do mundo do trabalho”. O tema foi incluído às pressas para rechear o discurso do candidato tucano.
As estocadas
A presidente Dilma e o governador Eduardo Campos (PE) trocaram dardos ontem. O cerimonial da presidente Dilma, candidata à reeleição, não previu dar a palavra para o governador, na visita à Refinaria Abreu e Lima. A presidente falou e depois partiu para o contato direto com os operários. No estaleiro Atlântico Sul, no ato de entrega da plataforma de petróleo P62, quando o governador pode se pronunciar, chamou a atenção os rasgados elogios que fez ao ex-presidente Lula, pelo estímulo à retomada da indústria naval brasileira. E, também a frase: “O dinheiro (do investimento) não é do governo federal nem do governo estadual é dos cidadãos”.

Viva a democracia! Vamos ganhar a Copa do Mundo!

Dilma Rousseff
Presidente da República, no coquetel para deputados, senadores, ministros do governo e do STF, na noite de segunda-feira, no Palácio da Alvorada

Deslocado
O presidente do STF, Joaquim Barbosa, ficou sem ambiente anteontem na recepção no Alvorada. Quando a presidente Dilma fez uma breve saudação, o ministro Luiz Adams (AGU) o levou pelo braço para ficar ao lado da anfitrião.


Trombada?
Os líderes aliados presentes ao Alvorada, na noite de segunda-feira, descreveram um clima estranho entre o ministro Guido Mantega (Fazenda) e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Para traduzir o distanciamento, alguns líderes afirmaram que eles não se falaram durante o coquetel e há os que garantem que não os viram trocar cumprimentos.

Aliados, mas não muito
A ministra do STJ, Eliana Calmon, que se filiará amanhã ao PSB para concorrer ao Senado pela Bahia, quer presidir o partido em Salvador. Mas os socialistas resistem, pois não querem entregar o comando para quem está de passagem rumo à Rede, de Marina Silva.

Sossega leão
Os petistas estão fazendo gestões para que a presidente Dilma promova o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira, a líder do governo na Casa. Esperam tirá-lo do jogo no Ceará. Nesta arquitetura, Izolda Cela (PROS) concorreria ao governo, com o apoio dos Gomes, e o líder do PT na Câmara, José Guimarães, iria para o Senado.

Aliança mortal
O líder do PR, Anthony Garotinho (RJ), dispara em direção ao ministro Marcelo Crivella (Pesca): “Vamos conversar. Nós dois juntos fechamos a tampa do caixão no primeiro turno”. Crivella diz: “Vamos, mas vou concorrer ao governo do Rio”.

Sem maquiagem
De passagem por Brasília, o secretário no governo do Paraná, Ricardo Barros (PP), diz que as coisas não andam bem na gestão do tucano Beto Richa: “Não fosse um empréstimo do Banco Mundial e ele não tinha como pagar o 13º dos funcionários”.

Diante de reclamação, o ex-presidente Lula emendou: “O chefe de gabinete da Dilma, Gilles Azevedo, também me tira da agenda às vezes".

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