quarta-feira, 21 de maio de 2014

Ilimar Franco 21.5.2014 11h13m
          O PSDB e o PMDB assistem à instabilidade do presidente do PSD, Gilberto Kassab, nas eleições em São Paulo. Ele garante que está fechado com a presidente Dilma. Mas conversa com o governador Geraldo Alckmin e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. O PSDB acena com vantagens na eleição para o Congresso. O PMDB sustenta que ele só terá futuro impondo uma derrota aos tucanos.

A terceira via
Interlocutores de Gilberto Kassab não apostam numa aliança do PSD com os tucanos. Relatam que ele encomendou pesquisa e que os cientistas políticos, que traduziram os números, previram uma eleição muito dura, depois de 20 anos do PSDB no poder. Aliados da candidatura Aécio Neves à Presidência também não creem nesta aliança. Há no PSD uma forte inclinação em direção à hipótese de uma terceira via. A fadiga de material estaria tornando inviável a permanência dos tucanos no poder. No caso do PT, até mesmo aliados dos petistas avaliam que é difícil que os eleitores paulistas deem ao partido a Presidência, o governo estadual e a prefeitura da capital.

O PV vai concorrer à Presidência. Coligar no primeiro turno seria a morte do partido. Em 2010, lançamos candidato e agora faremos o mesmo

José Luiz Penna
Presidente do PV e deputado federal (SP)


Nada definido
O ex-presidente Lula não confirma a versão dos senadores do PMDB, que saíram de conversa anteontem, em São Paulo, dizendo que ele declarou apoio ao líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira, para o governo do Ceará.


Fazendo as contas
Os principais candidatos da oposição são os maiores interessados na proliferação de candidatos ao Planalto. Consideram que a votação que receberem Pastor Everaldo (PSC), na foto, Eduardo Jorge (PV) e Randolfe Rodrigues (PSOL), contribuem para afastar a hipótese de uma vitória da presidente Dilma no primeiro turno.


Identidades
O PSB avalia que Eduardo Campos pode perder votos para Eduardo Jorge (PV) na corrida para o Planalto. Mas acreditam que Aécio Neves (PSDB) perderá mais para o Pastor Everaldo (PSC), cujo discurso deve atrair parcela do eleitorado à direita.


Vigilância rigorosa
O governo vai editar uma portaria hoje permitindo a deportação de pedófilos no período da Copa. Paralelamente, o Brasil está recebendo todos os bancos de dados, com fotos e dados de exploradores sexuais de crianças, para abastecer os arquivos para consulta nos aeroportos. O suspeito será mandando de volta ao seu pais.


Na telinha da TV
Cálculos preliminares revelam que a presidente Dilma (PT) terá cerca de 17 minutos de propaganda na TV. O candidato do PSDB, Aécio Neves, deve ter seis minutos e meio. Eduardo Campos (PSB) pode ter dois minutos e meio


O assédio
O PSD, rifado pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), que preferiu dar a vice de sua chapa ao PDT, está sendo cortejado pela oposição. Os candidatos Anthony Garotinho (PR) e Lindbergh Farias (PT) partiram para cima.


O ex-presidente Lula evita, em todas as conversas, criticar o candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos. Está de olho no segundo turno. 

Ilimar Franco 20.5.2014 15h35m
          O PP anuncia no próximo dia 27 seu apoio à reeleição da presidente Dilma. A data foi acertada pelo presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI), com o presidente do PT, Rui Falcão. A aliança com o PP está sendo anunciada com antecedência com o objetivo de dar uma demonstração de força e tentar colocar um ponto final nas especulações de que o partido poderia não se coligar formalmente, como nas eleições de 2010. Os tucanos trabalham com este objetivo, evitando que o tempo de TV seja usado pela candidata petista.
-- Esta posição tem como alicerce a coerência do partido. Estamos com o governo desde a gestão do ex-presidente Lula. E a maioria dos diretórios estaduais prefere o apoio à reeleição da presidente Dilma -- garante o senador Ciro Nogueira.
          O ato será realizado no restaurante Le Jardin, no Clube de Golf, num almoço. Hoje, apenas quatro diretórios regionais são contrários a permanecer ao lado da presidente: Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Acre e Rio de Janeiro. No sul, a senadora Ana Amélia, candidata ao governo, e em Minas Gerais, a preferência é por Aécio Neves. O mesmo acontece no Acre, onde o partido lidera a oposição ao governador Tião Viana (PT). No Rio, o partido está dividido. Há ainda o Amazonas, que pode ficar com Aécio Neves, se o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB), se aliar à deputada Rebeca Garcia, candidata ao governo.
          Hoje será a vez do PTB antecipar sua posição favorável à reeleição da presidente Dilma. Anteontem, no início da tarde (conforme publicação no Blog da coluna, às 14h40min), a mesma garantia de apoio à candidata do governo foi dada pelo presidente do PSD, Gilberto Kassab. Seu partido negocia uma aliança para o governo de São Paulo com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que concorre à reeleição. Também existem conversas com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, candidato ao Bandeirantes pelo PMDB. O Planalto e o PT atuam para que Kassab faça a opção por Skaf.
          Para fechar a coligação governista só falta uma definição do PR.  O partido está dividido. O líder na Câmara, Bernardo Santana, é muito ligado ao tucano Aécio Neves. Ele tentou anunciar, no início do mês, a independência do partido, mas teve de recuar. Mesmo assim, Santana continua ativo e especula-se que ele tenha alguma ascendência sobre o ex-presidente Valdemar Costa Neto. Sobretudo, depois de ter contribuído financeiramente para Valdemar pagar multa milionária, fixada pelo STF, por ter sido condenado no processo do mensalão.

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