sexta-feira, 30 de maio de 2014

Joaquim Barbosa: Política. De jeito nenhum (Ilimar Franco)   


O presidente do STF, Joaquim Barbosa, ao comunicar sua aposentadoria hoje disse que não pretende entrar para a política e que sua intenção é advogar, dar aulas e consultoria jurídica, além de ministrar palestras. Com a decisão, que relatou estar sendo amadurecida há três meses, ele confirma as especulações de que pretendia se aposentar antes de ser sucedido no cargo pelo ministro Ricardo Lewandowski. Sobre as razões que o levaram à aposentadoria precoce, ele disse:
-- Já cumpri com a minha missão. Ela foi espinhosa. Só eu sei pelo que passei.
Para o presidente do Senado, Renan Calheiros, comentou também que estava cansado e que era preciso cuidar melhor de sua saúde. Quanto a outras especulações de que ele entraria na política e poderia até concorrer à presidência, negou de forma taxativa. Quando o presidente da Câmara, Henrique Alves, perguntou se tinha intenção de ingressar na política, ele afirmou:
-- Política. De jeito nenhum!
Como quem está aliviado depois de tirar um peso de suas costas, Joaquim deu uma demonstração de bom humor e descontraído comentou:
-- Vou fazer como o Lula, vou dar palestras.
Relator do processo do mensalão, Joaquim deixa o Supremo em meio a uma polêmica jurídica sobre se os condenados do mensalão têm ou não direito a cumprir suas penas em regime semi aberto desde já.
Como ex-presidente do STF, Joaquim poderá voltar a frequentar uma de suas atividades de lazer preferidas: as rodas de samba. No final de 2013, em dezembro, Joaquim esteve no Samba do Trabalhador, no Clube Renascença, no Andarai, e que é comandado todas as segundas-feiras por Moacyr Luz. Antes de assumir a presidência do STF, de vez em quando, aparecia no samba do bar do Calaf, em Brasília.

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