sábado, 17 de maio de 2014

Panorama Político (16) - Ilimar Franco - O Glono


          Os tucanos pregam que a fadiga de material vai derrotar o PT nas eleições presidenciais. Os socialistas acreditam que esta fadiga é do PSDB também. E buscam convencer os eleitores de oposição que eles são a mudança viável. Os petistas não se veem como alvo do voto mudancista. Eles apostam no discurso de que nunca se mudou tanto e que é preciso impedir uma volta ao passado. 
A vida como ela é
Aconteceu quarta-feira no Senado. Solenidade de promulgação de lei que indeniza os soldados da borracha — nordestinos que foram para o norte do país extrair látex para atender aos aliados na Segunda Guerra Mundial. Na mesa, a deputada Perpétua Almeida (PCdoB), que liderou a luta pela aprovação da lei. O ex-seringueiro Belizário Costa recebeu a palavra pelos beneficiários. Mas não agradeceu. Criticou a deputada dizendo que a indenização era uma mixaria. A senadora Ana Amélia (PP-RS) havia sugerido sua fala. Constrangida, ela não sabia que o deputado Gladson Cameli (PP) o havia instruído. Perpétua e Gladson disputam vaga para o Senado no Acre.

Se os protestos na Copa forem de massa, quem está no governo vai perder pontos. O prejuízo vale para os governos federal e estaduais

Rodrigo Maia
Deputado federal (RJ) e ex-presidente do DEM

A maioria
O presidente do PP, senador Ciro Nogueira, fez as contas. A presidente Dilma tem o apoio de 17 estados. Aécio Neves de oito (RS, SC, RJ, MG, GO, AM, PA, AC). Eduardo Campos tem um (PE). E um dos estados, Sergipe, ainda está indefinido.


A escolha
Os tucanos continuam conversando com seus aliados no PSB, mas comemoram que melhorou muito o relacionamento com o PSD. Porém avaliam que não será possível ter o apoio de ambos. Ocorre que tanto Gilberto Kassab (PSD), na foto, quanto Márcio França (PSB) querem a vice. A preferência do governador Geraldo Alckmin é por Kassab.

Abrindo espaço
Com um pé na reeleição de Luiz Fernando Pezão (PMDB) e outro em Lindbergh Farias (PT), o PDT emplacou mais um no governo do Rio. Ontem, Airton do Amaral deixou cargo do partido na Câmara para ser diretor na Cia. Docas do Rio.

Correndo pela pistaaMetade das vagas (5.250) para decolagens e pousos de jatinhos na Copa já estão reservadas. A Secretaria de Aviação Civil ofereceu 10 mil slots. Não tem mais pista para os jogos do Brasil, à final, às duas semi finais e para Argentina x Nigéria, em Porto Alegre, dia 25 de junho. Estão ocupados os aeroportos das capitais e das cidades próximas.
Tudo pelo politicamente correto
O PSB decidiu encaminhar para sua Comissão de Ética o caso de deputado Pastor Eurico (PE). Ele reapresentou projeto, arquivado em 2013, sobre a “cura gay”. Seu gesto foi visto como provocação no comando da campanha de Eduardo Campos.

Os nanicos dos tucanos
Quatro partidos nanicos vão integrar a coligação de Aécio Neves (PSDB-DEM-Solidariedade) ao Planalto. Na semana que vem, serão anunciados o PTdoB, o PTC, o PSL e o PTN. Destes, o PTdoB tem quatro deputados e 23 segundos na TV.

A pesquisa eleitoral para presidente da República feita em São Paulo, citada ontem, não foi encomendada pelos tucanos mas pelo PSB.

Ilimar Franco 15.5.2014 10h35m
          O presidente do PSD, Gilberto Kassab, está inclinado a apoiar a reeleição de Geraldo Alckmin, mantendo o apoio a Dilma. O tempo de TV do partido será tucano em São Paulo e petista no pleito presidencial. Ele avisou aos tucanos que só fará a aliança para ser vice. Seu projeto é concorrer a governador no cargo, em 2018. Ele também não aceita puxar o tapete do ex-presidente do BC Henrique Meirelles (PSD), candidato ao Senado.
Soou o alarme
A provável aliança de Kassab com Alckmin é vista com apreensão entre os petistas. Avaliação que vem sendo feita no Planalto é a de que esta aproximação tem o potencial para arrebentar a candidatura do ex-ministro Alexandre Padilha.

Fim de caso
O candidato do PSB, Eduardo Campos, fez as contas e constatou que a aliança de reciprocidade com os tucanos não vale a pena. O PSDB quer o apoio em São Paulo e em Minas Gerais. Os socialistas perguntam: “Qual a contrapartida?”. Além disso, Campos e sua vice Marina Silva concluíram que a situação dos tucanos não é confortável entre os paulistas e os mineiros. Sobre Pernambuco, os socialistas consideram que não há reciprocidade alguma, pois se os tucanos não fecharem com o PSB eles não conseguem eleger nenhum deputado federal. Por isso, no comando de sua campanha, é consenso que esta aliança não traz nenhuma vantagem eleitoral.

Houve excesso do aparato policial e dos manifestantes. E nós, dos partidos, queremos criminalizar os movimento sociais
Lindbergh Farias
Senador (PT-RJ) criticando projeto que tipifica como crime de vandalismo danos a imóveis, equipamentos e instalações

Tutelados
No encontro com o presidente Lula, os caciques do PMDB no Senado reclamaram da operação política do governo no Congresso. Lula quis saber onde Aloizio Mercadante e Ricardo Berzoini estavam errando. Eles disseram que a presidente Dilma era o problema. E que ela tinha que dar autonomia para Mercadante e Berzoini.

Na pista, a CPI do Senado
Na próxima terça, na CPI da Petrobras, serão requeridos os autos da Operação Lava Jato da Justiça (PR). Nas sessões de 27 e 28, os pedidos de quebra dos sigilos fiscal e telefônico. O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa lidera a fila.

Embolado
Os tucanos paulistas não gostaram de resultado de pesquisa que encomendaram. Na eleição presidencial, há empate técnico entre Dilma, Aécio Neves e Eduardo Campos (capital e região metropolitana). No interior, Aécio tem pequena vantagem sobre os adversários. Conclusão: Aécio precisa de um paulista com peso político na vice.

A referência
Na pesquisa, os tucanos associaram o nome dos candidatos a presidente às grifes que os apoiam. O nome de Aécio aparece ao lado de Fernando Henrique e Geraldo Alckmin. Dilma está com Lula e Eduardo Campos com Marina Silva.

Excluir o contrabando
Presidindo ontem, o 1º vice da Câmara, Arlindo Chinaglia, retirou de pauta Medida Provisória. Foram enfiados artigos. Um ampliava reajuste de 15% oferecido a setores do Executivo. Outro dava mais sete meses para a Comissão da Verdade.

O presidenciável Aécio Neves deve anunciar hoje que Fábio Feldmann vai coordenar o programa de governo na área ambiental e de sustentabilidade.

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