quarta-feira, 11 de junho de 2014

PANORAMA POLÍTICO - OGLOBO - ILIMAR FRANCO

      O vice-presidente Michel Temer considerou o resultado da convenção do PMDB, ontem, uma traição. Ele não esperava que peemedebistas que haviam se comprometido com ele a apoiar a reedição da aliança com o PT não cumpririam a palavra. Ao meio-dia, quando os convencionais estavam votando, percebeu as movimentações em curso e que o placar não seria um passeio.
O recado das urnas
O resultado apertado da convenção do PMDB em apoio a presidente Dilma foi visto pela cúpula do partido como um recado: o PT precisa rever sua postura nas negociações com o PMDB nos estados, sob pena de comprometer a reeleição nacional. Nas urnas das regiões Sul e Sudeste, o resultado foi quase empate: 164 votos a favor da aliança contra 147. O Rio votou em massa contra Dilma: pelo menos 80%. Integrantes da cúpula dizem que parte do problema é “a falta de um José Dirceu” no PT, que enquadre o partido e cumpra a palavra com os aliados, em nome da composição e pacificação da base.

Na última hora
O que garantiu a manutenção da aliança PT-PMDB foi o apoio do senador Roberto Requião (PR), obtido pelo vice Michel Temer nos dias que antecederam a convenção. Sem os votos do Paraná, avalia a cúpula, poderia ter sido o fim.

“Primeiro a gente tem que ganhar a eleição para depois resolver como vai ser”

Rui Falcão
Presidente nacional do PT, sobre pedidos de partidos aliados para que tenham espaço ampliado no próximo governo da presidente Dilma


O escolhido
A presidente Dilma Rousseff convidou o presidente do Senado, Renan Calheiros, para encontro com chefes de Estado amanhã, em São Paulo. No entanto, não o chamou para abertura da Copa do Mundo, logo após o almoço. Dilma preferiu ser acompanhada pelo presidente do STF, Joaquim Barbosa. O Legislativo ficou de fora.

Zona de risco
O governo avalia que a chance da presidente Dilma ser vaiada na abertura da Copa, no Itaquerão é relativamente baixa. Grande parte dos ingressos foi vendida para estrangeiros e os camarotes estarão tomados por VIPs.

PDT radicaliza nos estados
O PDT aprovou resolução na convenção de ontem que determina a verticalização das alianças nos estados onde não haverá candidatura própria, casos do Amapá, Rio Grande do Sul e Mato Grosso. Todos os demais estão obrigados a apoiar a reeleição da presidente Dilma. Dissidências terão que passar pela cúpula.

À flor da pele
A base aliada ficou preocupada com a vulnerabilidade do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. E acham que ele tem dificuldade em explicar os R$ 762 mil encontrados na sua casa. A ordem é evitar que deponha na CPI mista.

Partido errado
O senador João Durval (PDT-BA) se confundiu e quis votar na convenção do PMDB. Foi avisado pelo deputado conterrâneo Colbert Martins que os pedetistas estavam reunidos na sede do partido, atrás do Congresso.

E os russos? PSB anunciou que Miro Teixeira não era mais candidato ao governo sem combinar com o PROS. O constrangimento foi geral.

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