sexta-feira, 4 de julho de 2014

PANORAMA POLÍTICO (4) - ILIMAR FRANCO


Qual a mudança?
          A oposição navega no desejo de mudança, revelado pelas pesquisas, para fazer seu bolo crescer. Mas, ao interpretar essa tendência, Eduardo Campos (PSB) quer se diferenciar de Aécio Neves (PSDB). Segundo aliados, Campos deve reproduzir o discurso do PT e colocar em dúvida o compromisso de Aécio com as políticas sociais. Ele vai se apresentar como sendo a “mudança segura”, aquela que não ameaça as conquistas sociais.

Guerrilha nos bastidores do TCU
A convocação da presidente Dilma para justificar a aquisição da Refinaria de Pasadena, sugerida por auditores do TCU, ainda não chegou às mãos do ministro José Jorge, relator dos assuntos relacionados à Petrobras. Seus colegas no órgão auxiliar do Poder Legislativo não sabem dizer se ele irá encampar a proposta. Mas, se o fizer, isso somente ocorrerá se for aprovado pelo plenário do Tribunal. Os ministros, nomeados nos governos do PT, avaliam que a divulgação da sugestão, por auditores técnicos, tem objetivo eleitoral. Eles acham estranho propor que a presidente deponha após relatório técnico tê-la excluído da lista de responsáveis pelo negócio.

“Sou brasileiro com muito orgulho e com muito amor, vou torcer, sim! Vambora, Brasil!! A Hora é Essa!! A Hora é Hexa!! Axé”

Arlindo Cruz
Compositor e sambista, em sua página no Facebook, em texto com o título “A Hora é (H)Ess(X)a”

Organizar a turma
O presidente do PT, Rui Falcão, fechou ontem os coordenadores estaduais da campanha pela reeleição da presidente Dilma. No Rio, será o vice carioca, Adilson Pires, e em São Paulo, o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho.



Na carona
Vem aí a moeda Olímpica. Ela será lançada dia cinco de agosto pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Serão colocadas no mercado 20 milhões de moedas. Os Correios também vão entrar nessa sintonia e prepara o lançamento do selo Olímpico. A exemplo da Copa, todos querem surfar na onda das Olimpíadas do Rio, em 2016.

Todos juntos
O Marco Regulatório das Ongs, aprovado na Câmara, é de autoria do vice de Aécio Neves, Aloysio Nunes (PSDB). No Senado, foi relatado por Rodrigo Rollemberg (PSB). O projeto será agora sancionado pela presidente Dilma (PT).

Remando contra a maré
Com 4% no Datafolha, o Pastor Everaldo (PSC) aposta no voto evangélico para crescer. Mas a vice de Eduardo Campos (PSB), Marina Silva, é forte concorrente nesse eleitorado. Além disso, o PSC não tem estrutura. Outra candidatura nanica, a do ex-governador Cristovam Buarque (PDT), por exemplo, patinou nos 2,64% dos votos em 2006.

O parâmetro
A candidata do PSOL, Luciana Genro, não quer repetir Plínio de Arruda Sampaio. Ele fez 0,87% dos votos para presidente em 2010. Seu sonho é chegar aos 6,85%, percentual de Heloísa Helena em 2006. Hoje, Luciana tem 1% no Datafolha.

O peso dos nanicos
Cautela na oposição com o desempenho dos sete nanicos na sucessão presidencial. Em 2010, seis candidatos nanicos fizeram 1,18% dos votos. Em 2006, cinco nanicos, incluindo Heloísa Helena e Cristovam Buarque, chegaram a 9,74% dos votos.

O ministro Aloizio Mercadante pede para registrar que sempre foi favorável à presidente Dilma entregar a taça para o campeão da Copa.

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