sábado, 12 de julho de 2014

PANORAMA POLÍTICO - O GLOBO (12) - ILIMAR FRANCO

          O tucano Aécio Neves conseguiu dividir a base do governo Dilma em muitos estados. Agora terá de unir adversários regionais para apoiá-lo no pleito. O coordenador da campanha, José Agripino, reconhece o drama mas garante que ele pode ser superado. Cita o exemplo do Pará. Lá, o governador Simão Jatene (PSDB) e o vice da chapa adversária, Lira Neto (DEM) vão juntos criar um comitê em apoio a Aécio, em Santana, no populoso sul do estado.

Limpeza ética no futebol
O debate que se segue à derrota do Brasil na Copa ganha corpo. O deputado Chico Alencar (PSOL) sugere analisar o fracasso do Timemania, antes de votar a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte. E justifica: “Com direções da CBF, de federações e de clubes que tenham postura mafiosa, uma nova lei será letra morta”. A Justiça e o Ministério Público também se omitem. E lembra: “Sonegar, não pagar dívidas trabalhistas, fazer dívida sem lastro, lavar dinheiro (com compra e venda de 'direitos federativos' de atletas) sempre foi proibido”. Há quem defenda o saneamento, embora avaliem que isso não fará o Brasil vencer. E chamam a atenção: “A situação era assim em 2002, mas isso não impediu a vitória da seleção".

Uma lei que regulasse a relação do Estado com o futebol deveria ter um único artigo: é vedada qualquer interferência do Estado no futebol profissional

Francisco Dornelles
Senador (RJ) e presidente de Honra do PP

A tentação não é de agora
Um ministro do governo FH conta que, depois do Brasil perder a Copa de 1998 para a França, foi procurado por integrantes do governo para consultá-lo sobre a possibilidade de intervir na CBF, então presidida por Ricardo Teixeira.

Camaradagem
O ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa, tem telefonado para os outros ministros da Corte pedindo para absorverem em seus gabinetes os funcionários que o serviram durante seu mandato. A presunção é a de que o novo presidente, Ricardo Lewandowski, não vai manter os servidores que trabalharam com ele durante sua gestão na presidência do tribunal.

As eleições, as Copas e a história
Político de oposição dá mais exemplos separando o resultado da Copa do humor do eleitor. E recita: “O Brasil foi campeão em 58 e Jânio, opositor de JK, venceu em 60. A seleção venceu no Chile em 62 mas isso não impediu o golpe militar em 64".

De afogadilho
O mundo esportivo, abalado com a derrota na Copa, cobra uma cirurgia na CBF, federações e clubes. Exige uma ação externa e o uso de força para atropelar os cartolas. No mundo político há cautela. Existe o temor do precedente. Amanhã, o poderoso de plantão pode querer fazer o mesmo na Firjan, na Fiesp, na Fenaj, na CUT ou na OAB.

Padrão Fifa
A equipe que guia as visitações ao Planalto foi reforçada para a Copa. Mesmo treinados, um deles chegou a dizer, para os turistas, que o Rolls Royce, exposto no andar térreo, faz diariamente o percurso entre o Planalto e o Alvorada.

Na moita
Desde que foi enviado pelo STF para o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em março, o processo contra o ex-deputado Eduardo Azeredo (PSDB), chamado de mensalão mineiro, não evoluiu.

A ministra Eleonora Menicucci (Mulheres) vai receber Rose do Rio, presidente da Liga Brasileira de Futebol Feminino, na próxima quinta-feira.

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