terça-feira, 3 de março de 2015

Panorama Político (03) A política como ela é: nua e crua

   3.3.2015 9h32m
          O PT já amarga sua primeira derrota após a criação da CPI da Petrobras. Seu presidente, Hugo Motta (PMDB), vai criar sub-relatorias para auxiliar o relator Luiz Sérgio (PT). A proposta foi feita pelo PSDB e, com sua adoção, os petistas vão perder o controle do processo de investigação. A investigação será dividida em quatro áreas. A principal delas será a batizada de “recuperação de ativos”.
Na linha de defesa
Depois de ter sido aprovado a toque de caixa na Câmara, o projeto que limita as fusões de partidos será votado hoje no Senado. O líder do PMDB, Eunício Oliveira, vai entrar com um requerimento de urgência e o presidente da Casa, Renan Calheiros, vai votá-lo imediatamente e, em seguida, submeter o projeto a voto em plenário. Com sua aprovação, a fusão entre partidos terá de cumprir um prazo de cinco anos a partir de sua criação. A lei foi criada, pelos peemedebistas, sob medida para deter a manobra de ampliação do PSD, do ministro Gilberto Kassab (Cidades). Eles estão convencidos que o PT iria usar o poder para enfraquecer o seu maior aliado, o PMDB.

O Luiz Sérgio vai acabar concordando com as sub-relatorias. Pois vai ter de qualquer maneira. O objetivo do PMDB é apurar, não controlar

Dirigente Nacional do PMDB
Sobre a CPI da Petrobras

No pelourinho
O PMDB e o PSDB acertaram que os tucanos vão ficar com uma das sub-relatorias da CPI da Petrobras. A ideia é usar a função para convocar depoimentos paralelos. No mensalão, foram 60 oitivas na CPI e uma centena nas sub-relatorias.


Objeto de desejo
Na recente passagem pelo Rio, a presidente Dilma foi convincente nas conversas. Afirmou que é doloroso, mas que os cortes têm que ser feitos. Consciente que o encanto dos governos petistas é o crescimento da economia, ela manifestou o desejo e a crença de que a recuperação da economia brasileira virá mais cedo do que as projeções que estão sendo feitas.

Paranoia
Políticos de todos os quadrantes estão tensos com a lista da Operação Lava-Jato. Há o temor de que o número de implicados seja ampliado, ao máximo, pela Procuradoria Geral da República, na expectativa de que isso diluísse seu impacto.

Na sobra
O líder do governo no Senado deve ser um petista. A presidente Dilma só está esperando sair a lista da Operação Lava-Jato para anunciá-lo. Ela tem mais de uma alternativa. Entre as quais, a de petistas que chegaram a figurar nas listagens dos que a Procuradoria Geral da República pedirá a autorização do STF para investigar.

Divisão de trabalho
Pelas negociações, a CPI da Petrobras terá quatro sub-relatorias. Além da de recuperação de ativos, outras investigariam as irregularidades em refinarias; em subsidiárias; e, na construção e frete de navios-plataforma e navios-sonda.

Negócio em família
A oposição não quer poupar ninguém na CPI da Petrobras. Entre os vários requerimentos que apresentou, há um do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) pedindo a convocação da mulher do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

O tiroteio no interior do PT continua. A situação política é delicada, mas a disputa por espaço segue. Os petistas gostam de viver perigosamente.

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