quarta-feira, 4 de março de 2015

Panorama Político (04) A política como ela é: nua e crua - Ilimar Franco

 4.3.2015 9h33m
          A presidente Dilma levou um tranco do presidente do Senado, Renan Calheiros. Ao devolver a MP das desonerações, ele pôs em prática o que prometera no jantar do Jaburu (23) e no café com Lula (26). Renan cobrou a presença do PMDB nas decisões. Mas sem ouvir ninguém, o Planalto baixou nova MP. Renan reafirmou que não tem compromisso com um governo do qual não participa.
O contencioso com o Planalto
Os senadores que apoiam a postura de Renan Calheiros justificam seu gesto acusando os petistas de usarem o Planalto para bombardear o PMDB. Citam o projeto para anabolizar o PSD. Lembram que o partido é taxado de fisiológico toda vez que faz suas demandas. Argumentam que o governo precisa parar de menosprezar seu principal aliado. Um de seus cardeais ironiza: “O Palácio organiza um jantar para tirar foto e dizer que está tudo bem”. No Congresso, também há os que avaliam que a atitude de Renan pode estar sendo influenciada pela conduta do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que tem adotado uma linha dura na sua relação com o governo.

O que surpreendeu foi ouvirmos declarações de crise econômica, após meses ouvindo que a economia brasileira era mais azul do que este tapete do Senado
Cássio Cunha Lima

Líder do PSDB no Senado, após Lindberg Farias (PT) defender a MP das desonerações
Me liga...
No Planalto e no Senado confirmam a história. A presidente Dilma ligou para o presidente do Senado, Renan Calheiros. Este não atendeu sob a alegação que estava no plenário. O senador acabara de anunciar que devolveria uma MP.


A história se repete
O ex-ministro Garibaldi Alves, quando presidente do Senado, também devolveu uma MP. A medida 446 foi devolvida em novembro de 2008. O ex-presidente Lula mandou outra, com o mesmo texto, em fevereiro de 2009. Essa foi votada e rejeitada. Ontem, a presidente Dilma enviou projeto com igual teor e pedido de urgência constitucional.

Toque de reunir
A oposição deitou e rolou no plenário depois que o presidente do Senado, Renan Calheiros, devolveu a MP. Os petistas sumiram dos microfones de apartes. Estavam em reunião telefônica, com o Planalto, para ver o que fazer.

Um dia depois do outro
O governo Dilma vai privatizar R$ 39,5 bilhões em ativos da Petrobras para salvar a principal empresa estatal do país. Os petistas estão mudos. No governo Fernando Henrique, foram às ruas e fizeram aquele berreiro diante da privatização do Sistema Telebras. O governo brasileiro arrecadou na época (anos 90) R$ 22 bilhões com a operação.

A nova onda
O núcleo duro foi colocado debaixo do tapete. No Planalto, só se fala agora na nova coordenação institucional. Participam dela: a presidente Dilma, o vice Temer e os ministros Joaquim Levy, Aloizio Mercadante e José Eduardo Cardozo.

O espírito da coisa
Reunido com o PMDB, o ministro Hélder Barbalho (Pesca) garantiu que todas as emendas individuais seriam liberadas. Incrédulo, o deputado Washington Reis (RJ) gritou do fundo: "Isso, nem a (presidente) Dilma pode garantir".

O PPS decidiu ontem aderir às manifestações pelo ‘Impeachment Já’ da presidente Dilma. Elas estão sendo convocadas para o dia 15 de março.

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