sexta-feira, 6 de março de 2015

Panorama Político (06) A política como ela é: nua e crua - Ilimar Franco


ILIMAR FRANCO6.3.2015 8h28m

          O desespero tomou conta dos petistas. Eles não veem capacidade de o Planalto virar o jogo. Apesar do esforço de seus operadores, o clima na base aliada é de insubordinação. A Operação Lava-Jato e a lista Janot tiraram a iniciativa do PT e reduziram sua capacidade de intervir na luta política. Esses petistas dizem que, para reagir, o governo depende de uma improvável reviravolta na economia.
No campo de batalha
O Congresso viverá sob intensa pressão nos próximos meses. Dezenas de parlamentares serão investigados devido ao caso Petrobras. Esse processo não se dará num ritmo “Fiat Lux”. Mas a sociedade, sedenta por Justiça, quer cabeças já. O drama é que a maioria dela (inclusive nos setores instruídos) ignora a diferença entre a abertura de um inquérito e uma denúncia. Políticos avaliam que serão pressionados a optar entre o devido processo legal e o prejulgamento da opinião pública. O PSDB definiu que vai tentar contornar esse dilema. E pretende precipitar punições tendo como pano de fundo o juízo político da quebra de decoro parlamentar. Os tucanos acreditam que a desagregação da base governista facilita as coisas.
Nós não somos o PSOL, o PPS. Temos que ter coragem, atitude e sabedoria. Quem é alternativa de poder não pode adotar posição de franco-atirador 

Marcus Pestana, 
Presidente do PSDB-MG, sobre o comportamento dos tucanos diante da lista de Janot
Ficou o dito pelo não dito
Para os senadores governistas, a presidente Dilma garantiu: “Nós vamos manter o diálogo daqui para frente sobre essas medidas”. E acrescentou: “Aquelas que tiverem impacto econômico (no mercado) nós não poderemos adiantar”.
Juntando os cacos
O DEM decidiu ontem fazer um mapa das relações com o PTB. Antes de reunir a cúpula dos dois partidos, para tratar de uma fusão, quer conhecer o tamanho e a natureza dos conflitos regionais. Seu presidente, o senador José Agripino, trabalha pela fusão. Juntos, num novo partido, teriam uma bancada de, no mínimo, 49 deputados e oito senadores.
Fim de caso
A oposição começou a bater no procurador-geral da República. Acusa Rodrigo Janot de ter adotado uma posição “confortável” ao abrir inquéritos contra todos. Alega que, em alguns casos, já existem elementos para denunciar o envolvido.
Rodar a baiana
O deputado Júlio Delgado (PSB) e o líder do PPS, Rubens Bueno, bufavam ontem de manhã. Estavam irritados com o líder do PSDB, Carlos Sampaio, por terem sido ignorados na negociação para constituir a CPI da Petrobras. Os tucanos vão ter um sub-relator e um vice na CPI, enquanto o restante da oposição ficou chupando o dedo.
Em ritmo de Lava-Jato
Os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Eduardo Cunha, foram aconselhados a mostrar produtividade. Por isso, vão colocar em votação projetos, mesmo que o governo Dilma ainda não tenha construído maioria para vencer.
Expectativa
Os governistas esperam que a presidente Dilma use sua fala em rede de TV, no domingo, para defender o governo, informar o que está fazendo para retomar o crescimento e as providências que foram adotadas para sanear a Petrobras.
As sessões da Câmara destinadas à prestação de contas dos ministros estão esvaziadas. Nem mesmo a oposição aparece para cobrar do governo.

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