domingo, 19 de abril de 2015

Panorama Político (18) A política como ela é: nua e crua - Ilimar Fra

Ilimar Franco 18.4.2015 11h28m

          A primeira grande definição do 2º escalão saiu na noite de quinta-feira no Planalto. Ficou acertado que o economista Marcos Holanda vai assumir a presidência do Banco do Nordeste (BNB). Esta é a primeira troca de guarda entre o PT e os aliados. O líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira, foi quem fez a indicação. Holanda substituirá Nelson de Souza, que era da cota dos petistas.
Fim das coligações: sem chance
As três grandes siglas (PT, PMDB e PSDB) não têm votos para aprovar o fim das coligações nas eleições proporcionais. Se fosse adotada, a Câmara teria 22 legendas, e não 28, como tem hoje. O cientista político Jairo Nicolau fez uma simulação e concluiu que os partidos médios (PP, PSD, PR, PTB, DEM, PRB, PDT, SDD, PSC, PROS, PCdoB, PPS e PV) perderiam cadeiras. Isso dá 298 votos contrários. Há, ainda, os 22 deputados de partidos nanicos. Além disso, por circunstâncias regionais, eleitos pelos três maiores também poderiam se colocar contra. Por fim, a adoção da cláusula de desempenho, que reduziria as siglas a menos de dez, enfrentaria a mesma oposição.
Ou se marcha para o distritão ou dificilmente teremos alguma coisa concreta na reforma política

Mendonça Filho
Líder do DEM, que nesta semana deu apoio formal à proposta do voto distrital misto, modelo alemão, defendido pelo PSDB
Sem ouvir o povo
Também entre os tucanos, defende-se a adoção do parlamentarismo pelo Congresso, sem que se faça um novo plebiscito. Avaliam que, se for pelo voto popular, a tese perde. Em 1993, votaram pelo parlamentarismo apenas 24,6% dos eleitores.

O Nobel brasileiro
Prêmio Nobel de Medicina (1960), Peter Medawar, filho de Petrópolis, é da cota inglesa. Pesquisou na Inglaterra e não voltou ao Brasil porque seria preso por não ter feito o serviço militar. Agora, o ministro Aldo Rebelo (Ciência e Tecnologia) vai consultar o Itamaraty para iniciar campanha junto ao Nobel para que ele também seja reconhecido como brasileiro.
Preterido de novo
Quando o PP perdeu a pasta de Cidades para o PSD de Kassab e ficou com a Integração, seu presidente, o senador Ciro Nogueira (PI), saiu do Planalto anunciando aos quatro ventos que o partido, em compensação, faria o presidente do BNB.
O poder nos bancos
Os articuladores do governo começaram a tratar do comando dos Bancos da Amazônia e do Nordeste. A ideia é manter a atual divisão entre os aliados, mas pode haver mudanças, como no BNB. O mesmo deve ocorrer na Caixa Econômica Federal, onde os atuais diretores já foram endossados pelas bancadas governistas.
Êxtase
Foram recebidas com palmas delirantes, ontem na reunião do Diretório Nacional do PT, uma prévia da auditoria que o governo Fernando Pimentel está fazendo nas contas e na gestão do ex-governador tucano Antônio Anastasia.
Controlar os ralos
Presidente da Comissão de Direitos Urbanos, Julio Lopes (PP-RJ) vai iniciar cruzada pelo controle do subsídio social. Diz que, sem cumprir as condicionalidades, beneficiados recebem mais de um. São R$ 60 bilhões sem auditoria alguma.
Os integrantes do governo, que subsidiam o vice Michel Temer na montagem do segundo escalão, preveem conflitos com a troca de padrinhos e de nomes.

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