sábado, 11 de abril de 2015

Panorama Político (11) A política como ela é: nua e crua - Ilimar

Ilimar Franco 11.4.2015 8h26m
          Analistas, equidistantes da paixão política, avaliam que os atos de rua, via meios digitais, mudaram a lógica da ação popular. Afirmam que os eleitores não precisam mais de líderes formais ou de organizações partidárias para defender seus interesses coletivos. E que, desse drama, ninguém escapa. Consideram que as redes sociais tiraram o PT do ar e que o PSDB não conseguiu entrar em sua órbita.
Choque no gasto público
Vencida a fase do ajuste fiscal, integrantes do governo querem deflagrar um debate sobre salários, mordomias e vantagens que usufruem servidores dos três Poderes. O corte da pensão de ex-governadores é um exemplo. Mas há também aumentos de salários para juízes dos tribunais superiores etc. A ideia é abrir o debate nacional tendo como paradigma que a receita de impostos “não é dinheiro do governo, é do contribuinte”, e, portanto, “quem paga os impostos é quem deve decidir como ele será utilizado”. Uma das autoridades envolvidas nesse debate interno proclama: “Não dá para fixar vencimentos no serviço público à revelia de quem paga impostos”.

Duvido muito que o cara não tenha tido o aval ou até o estímulo de um ‘chefe’ seu, atual ou recém-passado

Chico Alencar
Deputado (PSOL-RJ), sobre o funcionário Márcio Martins Oliveira, que ocupa cargo de confiança na Câmara e que soltou roedores na sala da CPI da Petrobras no depoimento do tesoureiro do PT, João Vaccari

PSDB rumo ao distritão
Metade da bancada dos tucanos na Câmara aderiu ao distritão. O partido tem 53 deputados. Oficialmente, a legenda ainda defende o voto distrital misto. O presidente da sigla, senador Aécio Neves, se reúne terça-feira com a bancada.


Pé no freio
Os aliados do presidente do Senado, Renan Calheiros, garantem que ele decidiu fazer um contraponto com a Câmara. E que não adotará como linha de atuação o confronto hostil contra o Planalto. Citam o projeto da renegociação da dívida dos estados. Ele deve ser aprovado esta semana, mas atendendo o governo e adiando sua aplicação para 2016.

Cortar custos na reforma política
A comissão da reforma política avalia reduzir o tempo de campanha de 90 para 60 dias. O pleito ficaria mais barato. A reforma prevê restrição às doações de empresas e teto de gastos. Candidatos à reeleição teriam vantagem sobre os novatos.

Capital x trabalho
Aprovada a terceirização, Força Sindical e CUT vão se unir para manter o artigo 8º. Ele diz que, para fins sindicais, o trabalhador contratado será equiparado à categoria da empresa contratante. Um mecânico contratado por uma metalúrgica será representado pelo sindicato dessa categoria. Os empresários são contra. Alegam aumento de custo.

Aqui e ali
O grupo do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, diz que está decidido e que a nomeação de Henrique Alves, para o Turismo, será segunda ou terça-feira. O do presidente do Senado, Renan Calheiros, afirma que Henrique é muito ansioso.

A faca e o queijo nas mãos
Foi o ex-secretário-geral da Mesa Mozart Viana quem sugeriu o corte de salário dos faltosos para que a Câmara votasse uma agenda própria. O presidente Eduardo Cunha perguntou: “Como?”. E ele respondeu: “Faça como o Luís Eduardo”.

Os petistas correm o risco de ficarem isolados na defesa do voto em lista. Mas já há integrantes da bancada negociando outras alternativas.

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