sexta-feira, 17 de abril de 2015

Panorama Político (16) A política como ela é: nua e crua - Ilimar Franco

Ilimar Franco 17.4.2015 9h02m
          Os juristas convocados pelo PSDB estão empenhados em enquadrar a presidente Dilma no teoria do domínio do fato. Ela foi aplicada contra José Dirceu, que mesmo não agindo diretamente, era quem na prática fazia a articulação petista. A dificuldade é que não há indício de que Dilma seja uma chefe política. Por isso, tucanos importantes dizem que é um erro montar um palanque pelo impeachment sem um Fiat Elba.
Em busca do enquadramento
Sem um fato concreto, o presidente do PSDB de Minas, deputado Marcus Pestana, especula. Os tucanos questionam: “É impossível que a presidente Dilma não soubesse, como integrante do Conselho de Administração da Petrobras, de contratos (corriqueiros) na gestão da estatal; que ela não soubesse, ou tivesse determinado, as pedaladas fiscais aplicadas pelo ministro Guido Mantega (em 2013 e 2014); e que não tivesse conhecimento que a CEF usou seu capital para fechar as contas de programas sociais, o que se compara a empréstimos à União (que é proibido por lei)”. Políticos e juristas tucanos sustentam que esses axiomas justificam um impeachment.
A opção política não significa nada. O que importa é o notório saber jurídico e o caráter ilibado. Gilmar Mendes, jurista exemplar, votou no Fernando Henrique

Álvaro Dias
Senador (PSDB-PR), sobre a indicação de um eleitor do PT, Luiz Edson Fachin, para o STF
Minha vida é andar por esse país
O ex-presidente Lula vai retomar uma agenda de viagens pelo país. Ela não será batizada, como em 2002, de “caravanas”, mas essa é a ideia. Seu objetivo é resgatar a imagem do PT para as eleições municipais e defender o governo Dilma.

O inspirador
O PSDB aderiu à tese do PDT e defendeu ontem a emissão de recibo para comprovar o voto do eleitor na urna eletrônica. Há 15 anos, derrotado em pleito à prefeitura da capital do Rio, o ex-governador do estado Leonel Brizola inaugurou os ataques à confiabilidade da modernização do voto. Essas críticas são agora reforçadas pela defesa do recibo por Aécio Neves.
Rio: eleitores por distrito
Caso o Congresso aprove a eleição de vereadores pelo voto distrital, o Rio de Janeiro seria dividido em 51 distritos com 94.829 eleitores. Pelo projeto do senador José Serra (PSDB), cada partido só poderia lançar um candidato por distrito.
Um importante aliado
O PSDB anunciou ontem seu projeto de reforma política. Seu item principal é o voto distrital misto alemão. Mas o líder do DEM, Mendonça Filho, revelou simpatia pelo distritão. Antes disso, na terça-feira, após a reunião da bancada tucana, o presidente Aécio Neves ouviu o senador Antonio Anastasia dizer que apoia o distritão.
Arco e flecha
O governo Dilma apanhou ontem, do início ao fim, na sessão do Senado em homenagem à luta dos povos indígenas. Uma pajé cobrou que a presidente honre sua palavra e cumpra o que lhes prometeu durante a campanha eleitoral.
Acertando os ponteiros
Entrou pela noite ontem reunião com o vice Michel Temer para tratar da partilha dos cargos de 2º escalão. Estavam lá os ministros Eliseu Padilha, Henrique Alves e Ricardo Berzoini.
A presidente Dilma jantou, ontem à noite, no Palácio da Alvorada, com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e sua mulher, Cláudia.

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